CANTINHO UM OLHAR...UM SORRISO ...PRA VOCÊ.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

No acto...



No acto...

Os lençóis estavam retirados
O seu ondular era marcante
Enrugados, aos pés da cama
Amarrotados...
No ar um pensamento picante
A vontade que desarma
A sede de beber
A fome do apetecer
A imaginação que nos liberta
Seria a porta aberta
Ou a janela fechada
A luz acesa ou apagada
Reflexos de um lençol
Traços de movimento
Fresco aviso do aquecimento
Do acto em anzol
Preso pela boca
Preso pelas escamas
Nas ondas imaginárias sem roupa
Num lençol onde o desejo derramas
...
Os lençóis estavam retirados
Numa pura imaginação
Mentes perversas de saciados
Lençóis de uma canção
Retirados pela mágoa do calor
Amarrotados pelo deslizar do queixume
Lençóis de louco amor
Nas descidas e subidas em lume
...
Retirados ao fundo da cama
Sujos e desnudados
Deslizados pela humidade em chama
Lençóis de luz, apaixonados

No acto...

Os lençóis estavam retirados
O seu ondular era marcante
Enrugados, aos pés da cama
Amarrotados...
No ar um pensamento picante
A vontade que desarma
A sede de beber
A fome do apetecer
A imaginação que nos liberta
Seria a porta aberta
Ou a janela fechada
A luz acesa ou apagada
Reflexos de um lençol
Traços de movimento
Fresco aviso do aquecimento
Do acto em anzol
Preso pela boca
Preso pelas escamas
Nas ondas imaginárias sem roupa
Num lençol onde o desejo derramas
...
Os lençóis estavam retirados
Numa pura imaginação
Mentes perversas de saciados
Lençóis de uma canção
Retirados pela mágoa do calor
Amarrotados pelo deslizar do queixume
Lençóis de louco amor
Nas descidas e subidas em lume
...
Retirados ao fundo da cama
Sujos e desnudados
Deslizados pela humidade em chama
Lençóis de luz, apaixonados

José Alberto Sá

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